Vida de pombo... – Marcos de Conto
Um dia voarei pra longe, longe demais...
Onde há ar puro e milho cascado verde;
Sementes que desato nas alvas mais
Inebriantes, de horizonte alviverde...
Um dia abandono todas as migalhas
E parto para um mundo novo e farto.
Eu hei de renunciar as birras falhas
E aderir somente aos ventos que parto.
Vivo em bandos, caço rumo à existência...
Evado a alva névoa, um alvo veneno,
Contagiante honraria da prepotência...
Adorno que alieno, que alui de obsceno.
O nímio supra o avaro da consciência.
Mas, não sou pombo, eu apenas sou pequeno...
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