sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Para os amores que vagam escondidos do mundo...

Pugna Vã – Marcos de Conto

O que seria do mundo sem mim, sem nós,
“Impuros” e imperfeitos repudiados?
O que seria do ser tão “humano” após
A extinção dos estranhos, dos odiados?

O que seria de mim, de nós, sem esses,
Que tanto nos depreciam ou que, ao menos,
Mascaram-se afetuosos a nós nesses
Infortúnios acasos tão somenos?


União estridente, desesperadora,
Constante luta fétida e vassala
Que inebria turvos olhos ignorantes

Eu, que não esparso a vulcanizadora
Vida humana, assim como tu “exala”,
Choro, pelos recônditos errantes...

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