sexta-feira, 15 de março de 2013

Confissões de um adolescente em crise 1º capítulo


A descoberta

Parece que naquela semana as pessoas gastaram seu precioso tempo para me fazerem pensar que eu era um total estranho neste mundo insano. Era uma segunda-feira, véspera do meu aniversário de 13 anos, estávamos no pleno calor escaldante do final do mês de novembro. Logo que acordei, já pressentia que algo diferente estava por vir, algo que mudaria totalmente a minha percepção da vida, no momento, achava que era simplesmente a ansiedade pelo dia que estava chegando...
Entrei no ônibus para ir para o colégio já com os passos apressados para chegar ao fundo e sentar com os meus amigos que nem reparei o meu arqui-inimigo já se preparando para dar seu primeiro bote da semana; - Maurício tinha a minha idade, não tinha o porte dos valentões comuns dos filmes, só era mais bonito, metido, popular e invejoso do que eu, apenas isso... - na metade do caminho ele atacou, botou uma de suas pernas na minha frente e eu, com a guarda baixa, fui direto para o chão; levantei calmamente, entre risos ovacionados por seus amigos, olhei bem para a cara dele, como um olhar de fogo, desejando que ele carbonizasse naquele momento, e segui diretamente para o lado de Leonardo, meu amigo, que nem tinha percebido o ocorrido, pois estava lendo um livro qualquer, sentado no outro banco, ao meu lado, estava Patricky, nós três formávamos o grupo dos excluídos do colégio, não ligávamos muito pra isso, - pelo menos eu achava isso, acreditava que nós éramos superiores a tudo isso, mal sabia que os alicerces de nossa amizade eram feitos de cristal, de um bem frágil ainda - não éramos feios, só um pouco desengonçados e medrosos.
No intervalo da aula, sentávamos longe de todo mundo, normalmente eu comia, Leonardo lia e Patricky cuidava, de longe, de sua irmãzinha mais nova que brincava com seus amiguinhos no parquinho do pátio; nossas conversas eram poucas, falávamos sobre os deveres de casa, sobre filmes que tínhamos assistido, sobre o ridículo do Maurício e raras vezes sobre gurias, no momento, Patricky contava, entre os olhares para a sua protegida, sua mais recente experiência sexual, ou seja, sua última masturbação, eu era curioso, mas, não falava nada, tinha vergonha; foi quando o Maurício se aproximou de nós:
-- E aí! Suas mariquinhas! – estapeando a mim e a Leonardo na nuca e seguindo para o seu grupo de amigos.
Leonardo, como para tirar o clima ruim que havia pairado sobre nós naquele momento, disse suas primeiras palavras do dia, pelo menos na nossa frente:
-- Vocês vão lá em casa hoje à tarde para fazermos o trabalho que a professora deu?
Olhei para o Patricky e, logo, consenti:
-- Que horas?
-- Por volta das 3h. – respondeu pensando – Tenho que resolveu um negócio para a minha mãe antes...
À tarde, segui com o combinado, às três da tarde eu estava batendo na porta da casa do Leonardo com meu caderno, um estojo com tudo o que eu viria a precisar para a realização do tal trabalho e um livro de ciências nas mãos, quem me atendeu foi o irmão dele, Luiz, eu acho que ele devia ter uns 16 ou 17 anos, tive que bater umas quatro ou cinco vezes na porta, até achei que não tinha ninguém em casa...
-- Sim? – me perguntou com uma cara de poucos amigos ao mesmo tempo em que secava seu rosto com sua camiseta, já que estava sem camisa, e descia pelo peito e barriga, ele realmente estava suado, via no corpo todo dele; na hora pensei que, no mínimo, ele estava fazendo alguma coisa fisicamente exaustiva, dado pela demora ao atender a porta e pelo seu estado ressudado.
-- O Léo está em casa? Combinamos de fazer um trabalho juntos... – respondi explicando-me.
-- Ele saiu, ainda não chegou, volte mais tarde... – respondeu estupidamente querendo se livrar de mim o mais rápido possível.
-- Posso esperar? Ele já deve de estar chegando, marcamos às 3h. – questionando a sua autoridade e insistindo, entre as linhas, pra ficar.
-- “Tá”, entra... – mostrando desacordo com a situação, mas, consentindo.
Sentei-me no sofá da sala de três lugares e ele, logo em seguida, sentou-se numa poltrona ao lado. A partir desse momento sentia-me desconfortado, fazia uns cinco minutos que estávamos ali, um olhando pro outro, sem dizer uma palavra sequer, via na cara dele a ansiedade de se livrar de mim, eu pensei em ir embora, então, já que não era bem vindo naquele local, foi quando ele resolveu puxar assunto:
-- Então, o que vocês vão fazer?
-- Um trabalho de ciências, o Patricky deve “tá” chegando, também, daqui a pouco. – respondi.
-- Hum! Sobre o que? – perguntou mostrando interesse.
-- Reprodução humana. – respondi sorrateiramente já induzindo outra pergunta - Está sozinho em casa?
-- Sim, sim. Meus pais estão trabalhando, estou esperando minha namorada chegar, mas, já não sei se ela vem hoje.
-- Hum! Tem namorada? – só puxando assunto.
-- Tenho e também estamos estudando reprodução humana, só que de uma forma diferente, na prática. – no momento não me dei conta de que ele estava com vontade de entrar mais a fundo nesse assunto comigo, então, na hora, apenas assenti mostrando interesse, mas, no fundo, desconfortável. – E você tem? Quantos anos você tem afinal, 12, 13?
-- Doze, faço treze amanhã... – Falei meio que me gabando pelo fato de ser meu aniversário. – Namorada eu não tenho não, por enquanto. – baixei a cabeça.
-- Então, nessa idade você deve de se acabar brincando com... Você sabe... – Na hora ele passou a mão sobre seu pênis, por cima da bermuda, claro, indicando com o que eu estaria brincando, confesso que não pude deixar de olhar. – Eu mesmo, apesar de ter namorada, brinco bastante, isso é viciante sabe, no mínimo umas duas ou três vezes por dia...
– Não, não faço essas coisas, pelo menos ainda não, nem sei direito o que eu tenho que fazer. Falei cortando-o, meio que mostrando desconforto com o rumo em que ele induzia a conversa.
-- Ah! Vai dizer que não sabe como se faz... Nunca assistiu a nenhum filminho pornô, não? – Mostrando descrença no que eu falava.
-- Não, juro que não, nunca tive a oportunidade, nem quis, também, pra falar a verdade. Já tentei me masturbar uma vez, mas, fiquei uns trinta minutos e não senti nada de mais, daí desisti e não tentei de novo; sabe, fiquei curioso, daí fui experimentar, mas, sei lá, não fiz certo, eu acho.
Minhas mãos começavam a suar, estava nervoso, muito ansioso, vendo-o acariciar seu próprio peito enquanto olhava pra mim; ele tinha um corpo bem definido, acho que fazia academia, tinha um braço forte também, nunca tinha parado pra reparar em um homem sem camisa, eu achava bonito, hipnotizante, comecei a sentir um calor, sentia minhas axilas molhadas pela sudorese, passava a mão em minha camisa tentando seca-las, mas, não adiantava, era um fogo subindo por todo o meu corpo. Com certeza ele percebeu o meu estado, foi quando ele desceu a mão para seu pênis, fazendo leves movimentos, nem sei em que pé ficou a conversa, eu só não conseguia tirar os olhos da mão dele, querendo saber o que ela iria fazer. Ouvi ele dizendo algo, mas estava tão vidrado que nem me lembro direito, acho que disse que iria me ensinar tudo o que eu precisava saber. Eu estava numa encruzilhada, parte de mim queria sair dali correndo antes que algo me comprometesse ainda mais e outra parte de mim queria toca-lo, queria sentir o corpo de outra pessoa, de outro guri, eu sentia o meu corpo irradiando algo estranho, um magnetismo; não demorou muito tempo e ele abriu sua bermuda, aquelas bermudas justas tipo de surfista, ele estava sem cueca, na hora não quis saber o porquê, ele já estava ereto, via ele me espiando de canto de olho enquanto fechava os olhos imaginando não sei o que; logo ele encheu a mão com seu pênis, a única coisa que pensei no momento foi o quanto eu desejava que o meu pênis alcançasse no mínimo o mesmo tamanho que o pênis dele, não sabia que poderia chegar a ser tão grande, nunca tinha visto um, a não ser o meu; ele começou a movimentar a mão calmamente, como se quisesse que eu prestasse bastante atenção. Levantei-me, estava pronto pra sair correndo, nervoso, imaginando o que ele poderia estar pensando de mim, pensei em impor respeito, impor a  minha masculinidade, frágil e inofensiva, mas, masculinidade, de alguém que mal tinha dois ou três pelos no corpo, mas, masculinidade; então, erguendo seu tronco sem se levantar da poltrona, pegou em meu braço tentando me acalmar, disse que era apenas uma experiência, que já estava na hora de eu fazer essa descoberta, a descoberta do doce sabor do pecado da luxúria, não resisti e me deixei levar, ele botou minha mão em seu pênis e movimentou-a com sua mão, logo ele soltou e me mandou continuar sozinho, então, se acomodou pra trás, na poltrona, apesar de ser uma situação tensa eu não queria parar, estava gostando, não sei por que, mas estava gostando; continuei, então, depois de alguns minutos ele mandou eu começar a acelerar, obedeci prontamente, aumentei a velocidade dos movimentos, percebia ele soltando pequenos sussurros, volta e meia ele curvava a cabeça para trás e soltava um pequeno urro de prazer, me mandando continuar, ressaltando que eu mandava muito bem e que tinha aprendido bem, eu intercalava meu olhar de minha própria mão para seu peito, que ainda me causava admiração, não conseguia olhar diretamente para seu pênis, me sentia acovardado, intimidado, sentia que minha masculinidade ficava abalada, mas minhas mãos suavam, minha testa estava encharcada, com a outra mão tentava secá-la, mas, sem sucesso, queria despir-me, mas fiquei com medo, não sabia qual seria a reação de Luiz; de repente senti ele ofegante, senti até sua pressão sanguínea pela minha mão, ele começou a exclamar ordens pra continuar, mais rápido, sem parar, então, arqueou-se para trás  e soltou um uivo que me arrepiou, foi tão alto que instintivamente olhei para os lados para ver se ninguém poderia ter ouvido; começou a sair um líquido, óbvio que eu imaginava o que era, mas nunca tinha visto, não sabia que saia tanto, cobriu todo o seu peito, já todo lambuzado de suor, ele estava mais suado do que eu e não era nervosismo, no momento entendi o motivo pela demora e o estado em que se encontrava quando atender a porta, logo vi o porquê da rispidez comigo e logo percebi o que eu acabara de fazer, me senti ridículo, limpei instintivamente minha mão no sofá e levantei, sem saber o que fazer, agora sim, a única coisa que eu estava sentido era desprezo por mim mesmo e medo do que iria suceder este fato; reparei alguém entrando, era Leonardo, encaminhou-se até a sala, olhou para mim e fitou seu irmão, que ainda estava num estado de relaxamento, suado, lambuzado e com a bermuda aberta, fiquei sem saber o que fazer, foi quando sai correndo pela sala, até esbarrei no abajur que estava numa mesinha ao lado do sofá, sai gritando que nada tinha acontecido, sem conseguir olhar pra Leonardo, só nesse momento que Luiz reparou em seu irmão e rapidamente pegou sua camisa que estava no braço da poltrona e tratou-se de se cobrir, a última coisa que vi foi a cara de assustado de Luiz olhando para o Leonardo e o momento em que fechou a bermuda e passou a sua camisa pelo corpo para limpar-se; sai correndo porta a fora e não quis saber mais no que ia acontecer, tanto que acabei esquecendo as minhas coisas em cima do sofá.
Cheguei em casa e fui direto pro quarto pensar no que acabou de acontecer, fiquei com medo do que o Leonardo ia pensar de mim, qual foi a reação dele, o que o irmão dele tinha falado de mim, já estava pensando numa boa desculpa para dar pra ele no dia seguinte.
Chegando a noite, tomei meu banho, jantei, e não dava nenhuma palavra, só ficava pensando no ocorrido, meus pais até me perguntaram se tinha acontecido alguma coisa no colégio e apenas discordei. Fui deitar cedo, mais do que do costume, queria ficar sozinho, aquela cena dele se arqueando e tendo aqueles espasmos tão intensos batucava a minha cabeça, tive vontade de sentir o que ele sentiu, achava tudo muito incrível, me questionava o que faria alguém reagir daquela maneira, por que? Logo percebi que o mesmo calor, aquele fogo que senti durante aquele momento à tarde, estava de volta, me senti atento, ligado a 220V, parecia que minha audição tinha aumentado, conseguia ouvir o barulho de meus pais conversando na sala enquanto assistiam televisão, - sendo que meu quarto ficava no andar de cima da casa, não muito perto da sala – comecei a me tocar, a me acariciar, eu estava sem camisa, mas de bermuda, uma bem leve, que eu já estava acostumado a dormir, abri a bermuda, acariciei meu pênis ainda por cima da cueca, logo tirei pra fora, comecei a fazer os mesmos movimentos que fiz no Luiz, meu corpo esquentava cada vez mais, de repente ouvi os passos de alguém subindo as escadas, estava caminhado em direção ao meu quarto, peguei o lençol e me cobri rapidamente, me virei pro lado e fingi estar dormindo, segundos depois minha mãe abre a porta do quarto, fiquei quieto, não estava confortável com aquela situação, logo ela saiu do quarto e pude ouvir seus passos voltando em direção a escada, só me descobri quando ouvi novamente ela conversando com meu pai na sala; estava ansioso, apesar da situação eu continuava excitado, tentei voltar com os movimentos que eu estava antes, não sabia no que ia dar, mas, eu estava gostando, diferente da primeira vez em que tentei me masturbar, dessa vez, a respiração ofegante de Luiz não saia de minha cabeça, aquele abdômen, não sei por que isso me atraia tanto, parecia que eu estava numa outra dimensão revivendo aquele momento da tarde, sentia a pressão do Luiz de novo, a respiração acelerada, não, me confundia, só percebi que a pressão que sentia era a minha e que a respiração ofegante que ouvia era a minha quando eu senti um arrepiou, uma rajada de energia por todo o meu corpo, apertei os dedos dos meus pés involuntariamente, cruzei minhas pernas, me arqueei um pouco e estremeci, soltei o ar todo de uma vez só num gemido, tentei abafar-me, mas acho que meus pais não ouviram, não chegou a ser tão alto assim, depois só senti minha mão úmida, esfreguei meus dedos para sentir qual era a textura, no momento me senti orgulhoso, sei lá, me senti um homem, pensei: ‘já não sou mais um menino’, me achei o tal; eu estava numa dormência, uma sensação boa de relaxamento, logo percebi o porquê as pessoas são tão loucas por sexo. Eu estava quase pegando no sono quando me levantei e fui ao banheiro discretamente, lavei minhas mãos e voltei pra cama, estava satisfeito, parecia mágica, me sentia outra pessoa, foi uma sensação louca, a melhor, até então, que eu tinha vivido, com essa sensação, inebriado, descobri uma coisa, era disso que eu gostava e logo adormeci.

terça-feira, 12 de março de 2013

A minha versão da música: Love you like a love song de Selena Gomez


E se eu não resistir?
Como vai ser a vida depois de mim?
Não sei o que vou fazer para resistir...
É tanta agonia, quero alforria de uma dor sem fim...
Você está tão feliz, sorri do mundo infeliz, sem noção.
Uma ilusão, imperfeição, decepção
Você não vê o que eu vejo...
Mas eu te perdoo, amor

Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você ye
Não sei se vou consegui i i i ir
Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você ye
Não sei se vou consegui i i i ir

Confusão é a resenha de uma cabeça
Pegando fogo
Essa situação só me faz querer partir
Pra longe de ti, sem saber...
O que serei do outro lado, oh! Meu Deus...

Não quero sofrer
Sou protagonista, sem valor algum
Sem premiação, ovação, adoração, nenhum
Motivo pra tentar viver...

Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você ye
Não sei se vou consegui i i i ir
Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você ye
Não sei se vou consegui i i i ir

Só um desprezo eu sinto agora
Por continuar a existir
Nenhum motivo eu tenho agora
Pra gostar de ti... VIDA

Eu, eu não aguento mais você
Eu, eu não aguento mais você
Eu, eu não aguento mais você ye
Não sei se vou consegui i i i ir

Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você!
Eu, eu não aguento mais você ye
Eu não aguento mais...