Rosa leal - Marcos de Conto
Em meu quarto ouço sua voz tão só terna,
É a alma mais bela, e calma, e doce, e épica,
Vivente em mente. Demente caverna!
Neve face meiga, nobre e poética...
Ofuscam-se, pendentes fios tão sombrios,
Ao raro marfim brunido, abatido,
Que prosterno e aspiro em ciclos de cios brios...
É um sentir superior a algo já tido...
Sublime ser de tal perfeição surreal
É capaz de existir neste orbe insano?
Assevero a vocês que amo, pois, só o real.
Desvendar-te-ei puro ar sagitariano...
Somente assim desabrocha a rosa leal
De um amor imune a um mundo profano.
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