Eu sou o céu que você se espelha...
Eu sou o sol que você se acende...
Eu sou o ar que você se expande...
Eu sou seu servo de fogo...
Viva o equilíbrio que te oferto
Quando teu olho aberto
Mostra-me a alma
Eu sou a flor que te alimenta
Da beleza sangrenta
Eu sou o céu, azul, verde-mar.
Viva em desequilíbrio externo
Extingue o belo
De meu amor, puro de ar...
Eu sou a lágrima que escorre
Eu sou fel... me ignore...
Não me deixe morrer
Como você...
Ainda ouço seus passos
Me perseguindo
Ainda sinto teu beijo
Repentino
Ainda vejo a minha lágrima
Sobre a sua foto no jornal.
Queimei aquela página
Que te deixou tão mortal...
Eu sou a flor que envenenou
Teus nobres lábios, enfeitiçou
Tua linda face mergulhou
Dessa ponte onde estou...
Eu fui o céu que te cobriu à noite
Eu fui o sol que aqueceu o dia
Eu fui o ar que te deu a vida
Por quê? Por quê?
Eu fui o amante que tanto sonhou?
Eu fui o devaneio que se quebrou...
Por quê? Por que me deixou ser teu servo de fogo?
Repito teus passos
Ou teu salto...
Repito o que você fez
Quando não pode agüentar
A distância que se impôs
Entre o nosso amor...
Só espero... A sua justiça
Sem egoísmos...
Como aquele que te matou...
Só espero... Sem cobiça
Que me salve...
Num último ato de amor...
Ainda ouço teus passos
Por entres as águas do chão
Ainda te vejo pálida,
Alma verde, sonho errante...
Ainda sou alguém pensante...
Ainda sinto teu beijo
Ainda te vejo...
Ainda sinto teu cheiro
Ainda te vejo...
Ainda sinto teu sabor...
Ainda te vejo...
Da vida sem ti! Prestígio
Alucino...!

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