Com dedos cruzados
Na triste solidão
Sonhos amarrotados
Inebriante paixão
Brilho lunar, puro mistério
Viciante mãe do céu
Brilho lúdico, elíptico, lúdico
Passos errantes que dou além do mundo sem fim…
Vago na noite
Viciado no ar
Vago sem fim
À pernoite
Vago pra chorar
Vago de medo
De parar
Vago em segredo
Pra me livrar
Vago de medo
De me conformar
Vago tão cedo
Vago em receio
Vago no seio
Em pleno luar
Sou o louco,
Eremita!
Infinita alucinação
Tão pouco me excita
E temo viver em vão
Brilho lunar, puro mistério
Viciante mãe do céu
Brilho lúdico, elíptico, lúdico
Passos errantes que dou além do mundo sem fim…
Na beira do precipício
Embriago a noite cheia
Com minhas lágrimas
Entrego-me a um vício
De não me amar mais
Borrando as páginas
Páginas vividas
Da minha curta vida
Borrada por desprezo
Sem preço...
Brilho lunar, puro mistério
Viciante mãe do céu
Brilho lúdico, elíptico, lúdico
Passos errantes que dou além do mundo sem fim…
Não vejo o fim chegando
De medo de morrer
Mas me entrego ao destino
Que me fez sofrer
Caindo do abismo pude contar
10 passos do fim ficaram pra trás
Agora só me resta sentir
O ar cortando meu rosto
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